Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

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Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Ter Maio 14, 2013 10:52 pm

ENSO.

El niño.

Uma componente do sistema climático da terra é representada pela interação entre a superfície dos oceanos a baixa atmosfera adjacente a ele. Os processos de troca de energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes processos podem afetar o clima regional e global.
El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se a presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus. Na atualidade, as anomalias do sistema climático que são mundialmente conhecidas como El Niño e La Niña representam uma alteração do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e que tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta. Nesta definição, considera-se não somente a presença das águas quentes da Corriente El Niño mas também as mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação da atmosfera nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas. Em algumas regiões do globo também são observados aumento ou queda de temperatura. A figura abaixo mostra a situação observada em dezembro de 1997, no pico do fenômeno El Niño 1997/98.

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Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1998 mostrada na figura acima. Os tons avermelhados indicam regiões com valores acima da média e os tons azulados as regiões com valores abaixo da média climatológica. Pode-se notar a região no Pacífico Central e Oriental com valores positivos, indicando a presença do El Niño. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak - CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.

Que é o El Niño-Oscilação Sul (ENOS) ?

Talvez a melhor maneira de se referir ao fenômeno El Ninõ seja pelo uso da terminologia mais técnica, que inclui as caraterísticas oceanicas-atmosféricas, associadas ao aquecimento anormal do oceano Pacifico tropical. O ENOS, ou El Niño Oscilação Sul representa de forma mais genérica um fenômeno de interação atmosfera-oceano, associado a alterações dos padrões normais da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a Costa Peruana e no Pacifico oeste próximo à Austrália.

Além de índices baseados nos valores da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacifico equatorial, o fenômeno ENOS pode ser também quantificado pelo Índice de Oscilação Sul (IOS). Este índice representa a diferença entre a pressão ao nível do mar entre o Pacifico Central (Taiti) e o Pacifico do Oeste (Darwin/Austrália). Esse índice está relacionado com as mudanças na circulação atmosférica nos níveis baixos da atmosfera, conseqüência do aquecimento/resfriamento das águas superficiais na região. Valores negativos e positivos da IOS são indicadores da ocorrência do El Niño e La Niña respectivamente.

Algumas observações:

Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de um evento ao seguinte o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos;
As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso desde a existência de "observações" de TSM ocorreu em 1982-83 e 1997-98.
Algumas vezes, os eventos El Niño e La Niña tendem a ser intercalado por condições normais. Como funciona a atmosfera durante uma situação normal e durante uma situação de El Niño?: El Niño resulta de uma interação entre a superfície do mar e a baixa atmosfera sobre o Oceano Pacifico tropical. O inicio e fim do El Niño e determinado pela dinâmica do sistema oceano-atmosfera, e uma explicação física do processo é complicada Para que o leitor possa entender um pouco sobre isso, propõe-se um "modelinho simples", extraído do livro El Niño e Você, de Gilvan Sampaio de Oliveira.

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1) Imagine uma piscina (obviamente com água dentro), num dia ensolarado;
2) Coloque numa das bordas da piscina um grande ventilador, de modo que este seja da largura da piscina;
3) Ligue o ventilador;
4) O vento irá gerar turbulência na água da piscina;
5) Com o passar do tempo, você observará um represamento da água no lado da piscina oposto ao ventilador e até um desnível, ou seja, o nível da água próximo ao ventilador será menor que do lado oposto a ele, e isto ocorre pois o vento está "empurrando" as águas quentes superficiais para o outro lado, expondo águas mais frias das partes mais profundas da piscina.

É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é esse o padrão de circulação que é observado. O ventilador faz o papel dos ventos alísios e a piscina, é claro, do Oceano Pacífico Equatorial. Águas mais quentes são observadas no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do Pacífico são um pouco mais frias. Com isso, no Pacífico Oeste, devido às águas do Oceano serem mais quentes, há mais evaporação. Havendo evaporação, há a formação de nuvens numa grande área. Para que haja a formação de nuvens o ar teve que subir. O contrário, em regiões com o ar vindo dos altos níveis da troposfera (região da atmosfera entre a superfície e cerca de 15 km de altura) para os baixos níveis raramente há a formação de nuvens de chuva. Mas até onde e para onde vai este ar ? Um modo simplista de entender isso é imaginar que a atmosfera é compensatória, ou seja, se o ar sobe numa determinada região, deverá descer em outra. Se em baixos níveis da atmosfera (próximo à superfície) os ventos são de oeste para leste, em altos níveis ocorre o contrário, ou seja, os ventos são de leste para oeste. Com isso, o ar que sobe no Pacífico Equatorial Central e Oeste e desce no Pacífico Leste (junto à costa oeste da América do Sul), juntamente com os ventos alísios em baixos níveis da atmosfera (de leste para oeste) e os ventos de oeste para leste em altos níveis da atmosfera, forma o que os Meteorologistas chamam de célula de circulação de Walker, nome dado ao Sir Gilbert Walker. A abaixo mostra a célula de circulação de Walker, bem como o padrão de circulação em todo o Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do fenômeno El Niño. Outro ponto importante é que os ventos alísios, junto à costa da América do Sul, favorecem um mecanismo chamado pelos oceanógrafos de ressurgência, que seria o afloramento de águas mais profundas do oceano. Estas águas mais frias têm mais oxigênio dissolvido e vêm carregadas de nutrientes e micro-organismos vindos de maiores profundidades do mar, que vão servir de alimento para os peixes daquela região. Não é por acaso que a costa oeste da América do Sul é uma das regiões mais piscosas do mundo. O que surge também é uma cadeia alimentar, pois os pássaros que vivem naquela região se alimentam dos peixes, que por sua vez se alimentam dos microorganismos e nutrientes daquela região.

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Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos sem a presença do El Niño ou La Niña, ou seja, anos normais. A célula de circulação com movimentos ascendentes no Pacífico Central/Ocidental e movimentos descendentes no oeste da América do Sul e com ventos de leste para oeste próximos à superfície (ventos alísios, setas brancas) e de oeste para leste em altos níveis da troposfera é a chamada célula de Walker. No Oceano Pacífico, pode-se ver a região com águas mais quentes representadas pelas cores avermelhadas e mais frias pelas cores azuladas. Pode-se ver também a inclinação da termoclima, mais rasa junto à costa oeste da América do Sul e mais profunda no Pacífico Ocidental. Figura gentilmente cedida pelo Dr. Michael McPhaden do Pacific Marine Environmental Laboratory (PMEL)/NOAA, Seattle, Washington, EUA.

Deve ser notado, na figura acima, que existe uma região chamada de termoclina onde há uma rápida mudança na temperatura do oceano. Esta região separa as águas mais quentes (acima desta região) das águas mais frias (abaixo desta região). Os ventos alísios "empurrando" as águas mais quentes para oeste, faz com que a termoclina fique mais rasa do lado leste, expondo as águas mais frias.
Vamos agora voltar ao nosso "modelinho". Vamos imaginar o seguinte:
Desligue o ventilador, ou coloque-o em potência mínima. O que irá acontecer?
Agora, o arrasto que o vento estava provocando na água da piscina irá desaparecer ou diminuir. As águas do lado oposto ao ventilador irão então refluir para que o mesmo nível seja observado em toda a piscina. O Sol continuará aquecendo a piscina e as águas deverão, teoricamente, estar aquecidas igualmente em todos os pontos da piscina. Certo?
Então vamos correlacionar novamente com o Oceano Pacífico. O ventilador desligado ou em potência mínima, significa neste caso o enfraquecimento dos ventos alísios. Veja que os ventos não param de soprar. Em algumas regiões do Pacífico ocorre até a inversão dos ventos, ficando estes de oeste para leste. Agora, todo o Oceano Pacífico Equatorial começa a aquecer. E como dito anteriormente: aquecimento gera evaporação com movimento ascendente que por sua vez gera a formação de nuvens. A diferença agora é que ao invés de observarmos a formação de nuvens com intensas chuvas no Pacífico Equatorial Ocidental, vamos observar a formação de nuvens principalmente no Pacífico Equatorial Central e Oriental

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Padrão de circulação observada em anos de El Niño na região equatorial do Oceano Pacífico. Nota-se que os ventos em superfície, em alguns casos, chegam até a mudar de sentido, ou seja, ficam de oeste para leste. Há um deslocamento da região com maior formação de nuvens e a célula de Walker fica bipartida. No Oceano Pacífico Equatorial podem ser observadas águas quentes em praticamente toda a sua extensão. A termoclina fica mais aprofundada junto à costa oeste da América do Sul principalmente devido ao enfraquecimento dos ventos alísios. Figura gentilmente cedida pelo Dr. Michael McPhaden do Pacific Marine Environmental Laboratory (PMEL)/NOAA, Seattle, Washington, EUA.

Efeitos tradicionais no GLOBO.


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La niña.


ocê agora deve estar pensando. Ora, La Niña, como é o oposto, ou seja, é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, então os efeitos são exatamente opostos !

NÃO É BEM ASSIM !!!!!
O termo La Niña ("a menina", em espanhol) surgiu pois o fenômeno se caracteriza por ser oposto ao El Niño. Pode ser chamado também de episódio frio, ou ainda El Viejo ("o velho", em espanhol). Algumas pessoas chamam o La Niña de anti-El Niño, porém como El Niño se refere ao menino Jesus, anti-El Niño seria então o Diabo e portanto, esse termo é pouco utilizado. O termo mais utilizado hoje é: La Niña

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Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1988. Plotados somente as anomalias negativas menores que -1ºC. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak - CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.


Para entender sobre La Niña, vamos retornar ao nosso "modelinho" descrito no item sobre El Niño. Imagine a situação normal que ocorre no Pacífico Equatorial, que seria o exemplo da piscina com o ventilador ligado, o que faria com que as águas da piscina fossem empurradas para o lado oposto ao ventilador, onde há então acúmulo de águas. Voltando para o Oceano Pacífico, sabemos que o ventilador faz o papel dos ventos alísios e que o acúmulo de águas se dá no Pacífico Equatorial Ocidental, onde as águas estão mais quentes. Há também aquele mecanismo que citei anteriormente, o qual é chamado de ressurgência, que faz com que as águas das camadas inferiores do Oceano, junto à costa oeste da América do Sul aflorem, trazendo nutrientes e que por isso, é uma das regiões mais piscosas do mundo. Até aqui tudo bem, esse é o mecanismo de circulação que observamos no Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do El Niño ou La Niña.

Pois bem. Agora, ao invés de desligar o ventilador, vamos ligá-lo com potência maior, ou seja, fazer com que ele produza ventos mais intensos. O que vai acontecer?
Vamos tentar imaginar ? Com os ventos mais intensos, maior quantidade de água vai se acumular no lado oposto ao ventilador na piscina. Com isso, o desnível entre um lado e outro da piscina também vai aumentar. Vamos retornar ao Oceano Pacífico. Com os ventos alísios (que seriam os ventos do ventilador) mais intensos, mais águas irão ficar "represadas" no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar. Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal e portanto novamente teríamos aquela velha história: águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental. É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.
Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño, ou seja, enquanto observam-se anomalias de até 4, 5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.
Episódios recentes do La Niña ocorreram nos anos de 1988/89 (que foi um dos mais intensos), em 1995/96 e em 1998/99. "

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Fonte: O El Niño e Você - o fenômeno climático - Gilvan Sampaio de Oliveira
Editora Transtec - São José dos Campos (SP), março de 2001

Efeitos tradicionais no GLOBO.


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(CPTEC/INPE)


No Brasil tradicionalmente:

El niño: Aumento da temperatura média no sul com precipitações abundantes sobretudo na primera e chuvas intensas de Maio á Julho. Aumento moderado das temperaturas médias no sudeste, sem mudanças aparente no padrão de Chuva. No Centro-Oeste não há evidências de efeitos pronunciados na região, provável e substancial aumento nas temperaturas médias no sul do MS. Região nordeste com estiagens mais severas e estiagem também na região norte.

La niña: secas severas no sul e aumento de precipitações no norte e nordeste. Sudeste e Centro-oeste sem evidências de efeitos pronunciados.










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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Ter Maio 14, 2013 10:54 pm

Tá... E como andam as medições????...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Ter Maio 14, 2013 11:31 pm

Zeca,


Atualização de 13/05/2013:

0.0ºC Niño 4
-0.1ºC Niño 3.4
-0.5ºC Niño 3
-1.6ºC Niño 1+2


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ONI Fevereiro/Março/Abril: -0,4ºC.

Lembrando o que é ONI.

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Anomalia no Globo(Janeiro-Abril)


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Depois atualizo outros indicadores como SOI, AAO e PDO.



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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Ter Maio 14, 2013 11:43 pm

Valeus!!!!... Tal sempre, altamente didático Basketball ... Estou vendo uma negatividade ou são meus zóios????...

Vou recuperar umas imagens que tenho guardadas... Oportunamente posto...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Ter Maio 14, 2013 11:51 pm

Zeca,

Patamar de La niña forte em niño 1+2.


Vamos acompanhando.

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qua Maio 15, 2013 10:43 pm

Allef escreveu:Zeca,

Patamar de La niña forte em niño 1+2.


Vamos acompanhando.

E se vocês traçarem uma linear de julho de 2012 até hoje, uma tendência interessante salta aos olhos... o que acham??? Rolling Eyes

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qua Maio 15, 2013 10:55 pm

Para ajudar o Allef:

AAO atualmente:

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PDO:

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Qua Maio 15, 2013 11:32 pm

Flavio Feltrim escreveu:E se vocês traçarem uma linear de julho de 2012 até hoje, uma tendência interessante salta aos olhos... o que acham??? Rolling Eyes

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Não captei Embarassed Very Happy ...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Qui Maio 16, 2013 12:32 am

Realmente,

Flávio. Uma tendência de aquecimento, mas na superficie do mar continua meio resfriado.

É como se um tivesse compensando o outro.

Por isso não sai desse neutralidade.

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qui Maio 16, 2013 6:07 pm

Allef escreveu:Realmente,

Flávio. Uma tendência de aquecimento, mas na superficie do mar continua meio resfriado.

É como se um tivesse compensando o outro.

Por isso não sai desse neutralidade.

Acho que não fui claro, desculpem! Esse gráfico que postei não é de temperatura, é do Índice de Oscilação-Sul (SOI = Southern Oscillation Index). Quando a SOI é negativa e a temperatura do Pacífico (TSM) positiva, temos El Niño... quando a SOI é positiva e a TSM é negativa, La Niña.

Assim, se traçarmos uma linear ela mostra tendência de aumento, conforme figura a seguir:

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Veja que a cada novo mínimo e máximo na oscilação da SOI tem sido maior que os anteriores, e SOI tendendo a positiva é La Niña! Como o Zeca gosta de dizer... "que tal"???

PS: a SOI tem que ficar acima de 8 por pelo menos 3 meses para ser La Niña e (e -8 para Niño).

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Ter Maio 28, 2013 8:47 pm

Allef!!!! Atualizações!!!! lol!

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Ter Jun 04, 2013 12:32 am

Oi, Flávio. Sorry acabei deixando de lado o fórum. Uns puxões de orelhas em mim mesmo. Embarassed Embarassed

Atualizando de onde parou. 20/05/2013.

-0.2ºC Niño 4
-0.3ºC Niño 3.4
-0.6ºC Niño 3
-1.1ºC Niño 1+2

Atualização 27/05/2013.

-0.1ºC Niño 4
-0.4ºC Niño 3.4
-1.0ºC Niño 3
-1.6ºC Niño 1+2


Ultima atualização 03/06/2013:

0.0ºC Niño 4
-0.2ºC Niño 3.4
-0.9ºC Niño 3
-2.1ºC Niño 1+2( Shocked )


Sim, Flávio. A SOI positiva implica diretamente em alísios mais intensos e consequentemente em La niña!!!
-------------------------------------------------------------------------------------------------------

Tem muito ar frio acumulado na antártida tanto que a cobertura de gelo marítimo está 537 mil km² acima do normal. O problema é que não está tento conversa com o jato polar. A AAO está positiva e todo ar frio está ficando represado no continente antártico, a ciclogenese também não está favorecendo a nós. Isso associado a falta de bloqueio atmosférico na média troposfera sobre o centro do continente está trazendo essa dinâmica estranha........falta de frio decente....calor não tão forte....chuva fora de época. Vamos ficar de olho na ZCIT também!!!

Provávelmente quando a AAO despencar a situação mude!!

Falando em PDO, resíduo de ENSO no pacífico norte(se não me falha a memória é mais ou menos entre 20º-60ºN), fechou Abril em -0.16. Vamos aguardar Maio, mas até Abril estava há 35 meses negativa.


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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Ter Jun 04, 2013 9:19 pm

Assino embaixo em tudo que falou Wink

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qua Jun 05, 2013 2:07 pm

Uepa!!!

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Allef em Qua Jun 05, 2013 6:15 pm

Interessante, heim Flávio.

Por esta previsão poderíamos pensar em La niña.

Até que faz um certo sentido se analisarmos o fato de que os alísios estão mais intensos que o normal.
Com os ventos alísio mais intensos, mais águas irão ficar "represadas" no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar. Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal.(Vide niño 1+2[leste] e niño 4[oeste]).
Com as águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental. É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.

Vejam a anomalia da taxa de precipitação(dia/mm) no mês de Maio quando isso começou a ficar mais evidente.

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Sob estas perspectivas dá para pensar em La niña na segunda metade do inverno!!!.

Vamos continuar observando!!


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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Ter Jul 02, 2013 6:45 pm

Do Bureau de Meteorologia da Austrália:

"The majority of El Niño-Southern Oscillation (ENSO) indicators have remained neutral since mid-2012. While the surface waters of the eastern Pacific have cooled recently, they are not supported by equally cool waters beneath the surface. Hence climate models suggest a neutral ENSO pattern will persist into the austral spring. However, the development of La Niña in 2013 cannot be totally ruled out yet."


E a linear da SOI segue subindo:

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Por fim:

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Qui Jul 04, 2013 8:21 am

Então!!! Very Happy 

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qui Jul 04, 2013 9:33 pm

Se meus cálculos estiverem corretos, esse mergulho da SOI agora em 04 de julho deverá estacionar na altura de -5 ou acima, pois seguindo aquela linha de raciocínio que mostrei antes, cada uma das "descidas" tem sido sempre menor que a anterior desde julho de 2012 (e as subidas maiores que as anteriores), mantendo a tendência linear de elevação que ressaltei acima! Caso se confirme, teremos 1 ano seguido de tendência positiva da SOI!!!

Curioso para ver o que vai acontecer...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Sex Jul 05, 2013 11:29 pm

Global Ocean Monitoring: Recent Evolution, Current Status, and Predictions Prepared by Climate Prediction Center, NCEP/NOAA

July 8, 2013

Pacific and Arctic Oceans
ENSO - neutral conditions continued during June 2013 and a warming tendency emerged in the eastern Pacific.
The consensus forecast favors ENSO - neutral conditions to continue into the Northern Hemisphere summer 2013.
Negative PDO phase strengthened with PDO = -1.4 in June 2013, and NCEP CFSv2 predicted negative PDO phase would continue into the coming fall.
The sea ice extent in June 2013 is higher than last year due to a slower sea ice loss rate.

Indian Ocean
SSTs were above-normal in the east and slightly below-normal in the west, and negative Indian Ocean Dipole index continued in June 2013.

Atlantic Ocean
Above-normal SST continued in the hurricane main development region.
NOAA predicted above-normal condition of hurricane activity in 2013
Positive NAO index persisted in the past three months.

SST was near-normal across the western-central tropical Pacific and below average across the eastern Pacific.
Negative PDO - like pattern continued in N. Pacific.
Positive SSTA was observed in Norwegian Sea and near Gulf Stream, while negative SSTA presented in the eastern North Atlantic and Mediterranean Sea
A weak warming tendency was observed across the eastern equatorial Pacific.
A strong warming tendency was observed in Norwegian Sea, around Gulf of Mexico and in the far western N. Pacific.
A strong cooling tendency was observed in the eastern North Atlantic

Positive subsurface anomalies around the thermocline persisted near 120W, while the subsurface cooling near 145W decayed in the last pentad.
Discrepancies between GODAS and TAO temperature were particularly large in the eastern Pacific, which may be partially related to the missing data from the TAO moorings
Negative PDO phase since May 2010 has persisted for more than 3 years (38 months) now, and the PDO index strengthened in June 2013 with PDO index = -1.4.
The apparent connection between NINO3.4 and PDO index suggest connections  between tropics and extratropics

Average sea ice extent was below-normal in June 2013, but the ice loss rate from May to June was much slower than last year.
The sea ice extent in June 2013 was higher than that in June 2012.

SSTA in the tropical North Atlantic (TNA) continued above-normal in June 2013.
Meridional Gradient Mode index (TNA-TSA) was above-normal since May 2011.
ATL3 SSTA was near-normal in Jun 2013.

NCEP CFSV2 predict ENSO-neutral condition in the coming summer-autumn 2013
Historical record (1980-2012) shows similar condition in June either continued ENSO
neutral condition or developed La Nina event in the following winter

Most of the models predicted ENSO-neutral in the coming Northern Hemisphere summer and autumn.
The consensus forecast favors ENSO-neutral conditions in the summer-autumn 2013.

Latest CFSv2 prediction suggests negative PDO phase will persist through the coming fall and winter

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Tô falaaando Very Happy ... Cada vez mais se confirma o que o Mafili e eu conversávamos em 2008...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Qui Jul 11, 2013 8:47 pm

Humm... humm... interessante isso:

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Sex Jul 12, 2013 10:28 pm

Flavio, dá uma ismiuçada Wink ... Não entendo esses modelos...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Sab Jul 13, 2013 9:58 pm

Que tal???

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Tenho dito...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Flavio Feltrim em Sab Jul 13, 2013 10:30 pm

Zeca escreveu:Flavio, dá uma ismiuçada Wink ... Não entendo esses modelos...

Não tem segredo Zecão, eles apenas mostram a temperatura do Pacífico em diferentes profundidades, começando na superfície e indo até 500 metros! E no caso que postei acima podemos ver que em junho as temperaturas mais frias (anomalias negativas) praticamente sumiram, o que implicaria na continuação da neutralidade!

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Vitor em Dom Jul 14, 2013 10:36 am

E continuando a série do Mais do Mesmo, neutralidade x neutralidade... Smile 

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

Mensagem por Zeca em Ter Jul 30, 2013 11:56 am

Gracias Flavio!!!!!... Mas não seriam incursões de águas mais aquecidas????...

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Re: Acompanhamento-ENSO, SOI, PDO, AAO, MJO.

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